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Trump sanciona Brasil com tarifa de 50% e acusa Moraes de abusos judiciais e perseguição política

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) uma ordem executiva que impõe uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil. A medida entra em vigor já nesta sexta-feira (1º) e foi classificada como uma resposta a uma “emergência nacional”.

Segundo o texto do decreto, publicado no site oficial da Casa Branca, a decisão tem como base a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977 (IEEPA) e se justifica pelas “ações recentes do governo brasileiro que ameaçam de maneira incomum e extraordinária a segurança nacional, a política externa e a economia dos Estados Unidos”.

Na prática, Trump dobrará o imposto já existente sobre produtos brasileiros — que era de 10% desde abril — ao acrescentar mais 40% como forma de retaliação institucional.

Entre os motivos, o presidente americano cita diretamente o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, que ele define como um “processo político” marcado por “intimidação, perseguição e censura”.

O alvo principal, mais uma vez, é o ministro Alexandre de Moraes. Trump acusa o magistrado de promover abusos judiciais sistemáticos desde 2019, com o objetivo de “intimidar opositores políticos, proteger aliados corruptos e reprimir a dissidência”.

A ordem executiva menciona que Moraes teria emitido centenas de ordens judiciais para censura em redes sociais — inclusive atingindo empresas norte-americanas que se recusaram a cumprir as determinações. Em um dos casos, segundo o decreto, Moraes teria ordenado o bloqueio de ativos de uma empresa dos EUA no Brasil.

Trump também denunciou a abertura de processos contra cidadãos americanos, como o caso de Paulo Figueiredo, acusado por declarações feitas em território dos Estados Unidos. “É uma violação direta da soberania americana”, afirma o documento.

Na leitura do governo americano, o Brasil deixou de ser apenas uma democracia barulhenta para se tornar uma ameaça econômica e institucional — e, por isso, sentirá o peso da tarifa. O recado veio com selo oficial, assinatura e data marcada para cobrança.

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