Em meio à crescente onda de insatisfação popular com os rumos do Judiciário, especialmente com as ações do ministro Alexandre de Moraes, o senador Efraim Filho (União Brasil) atendeu ao clamor das ruas — e da Constituição. Reconhecido por sua atuação firme no Senado e sua defesa das liberdades democráticas, Efraim assinou o pedido de impeachment do magistrado, reforçando sua postura de respeito às instituições e ao devido processo legal.
A decisão ocorre na esteira das manifestações do último domingo (5), que mobilizaram milhares de brasileiros em defesa da anistia aos presos do 8 de janeiro, pelo julgamento justo de Jair Bolsonaro e pelo impeachment de Moraes. Ao todo, 38 senadores já subscreveram o pedido, tornando o movimento cada vez mais difícil de ser ignorado pela presidência da Casa.
Efraim foi o único senador da Paraíba a assinar o pedido.
A iniciativa de Efraim não é apenas simbólica. Ao se posicionar abertamente contra os abusos de autoridade e em defesa da separação dos Poderes, o senador paraibano sinaliza a necessidade de limites institucionais — especialmente para quem deveria ser guardião da Constituição, mas age como legislador, investigador e executor ao mesmo tempo.
O cenário internacional também reforça a gravidade do momento. A Lei Global Magnitsky, já aplicada pelos Estados Unidos ao ministro Alexandre de Moraes, impõe sanções por violações aos direitos humanos e censura a cidadãos americanos e brasileiros. Fontes diplomáticas indicam que novas medidas estão sendo estudadas pelo governo norte-americano, o que pode ampliar o isolamento jurídico e político de Moraes no cenário internacional.
Em tempos de tribunais que acumulam funções e decisões que escapam ao devido processo, a assinatura de Efraim Filho representa mais que um gesto: é um ato de reafirmação da democracia e da responsabilidade dos Poderes perante o povo.