Enquanto o governador João Azevêdo (PSB) segue calado e sem articulação quanto à sucessão estadual, o senador Efraim Filho (União Brasil) já colocou o “bloco na rua” e lançou oficialmente sua pré-candidatura ao Governo da Paraíba para 2026. Com discurso afiado e apoio estratégico, Efraim aparece cada vez mais como o nome da direita no estado.
Com o ex-presidente Jair Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como padrinhos políticos, o senador ainda conseguiu agregar à sua base nomes de peso como Marcelo Queiroga e Cabo Gilberto, unificando o palanque conservador sob a mesma bandeira.
Do outro lado do tabuleiro, reina o impasse. Sem liderança clara e com disputas internas, a base governista vive um racha silencioso — mas visível. O prefeito Cícero Lucena (PP), o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) e o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos), disputam espaço e protagonismo em meio a um cenário de desconexão.
Lucas, se quiser disputar, terá que defender as promessas inacabadas da gestão João Azevêdo. Galdino, por sua vez, tentaria justificar sua aliança com Lula, num momento em que o governo federal enfrenta escândalos envolvendo fraudes contra aposentados e denúncias de corrupção. Já Cícero, talvez mais esperto, tenta se distanciar do desgaste e assumir o papel de “candidato independente”, mesmo que pertença ao mesmo bloco.
Enquanto uns queimam a largada, Efraim acelera — fiel ao bordão: “foguete não dá ré”.