Durante discurso na cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que terá uma reunião com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva já na próxima semana.
Segundo Trump, o encontro terá como prioridade a busca por soluções para o impasse comercial gerado pelas tarifas impostas aos produtos brasileiros, mas também incluirá temas sensíveis à governança democrática, como o combate à corrupção e o chamado ativismo judicial no Brasil.
“Estamos prontos para discutir de maneira franca e direta. Queremos resolver a questão das tarifas, mas também vamos conversar sobre compromissos que o Brasil precisa assumir em relação ao combate à corrupção e à atuação do seu Judiciário”, declarou Trump.
A fala repercutiu entre diplomatas e analistas políticos que acompanham a relação bilateral. Para eles, a inclusão dos temas da corrupção e do ativismo judicial no debate mostra que a reunião vai além das questões comerciais, alcançando aspectos estruturais da política brasileira.
O governo norte-americano vem sinalizando preocupação com denúncias de perseguições judiciais e de restrição a liberdades fundamentais no Brasil, questões que passaram a integrar a pauta diplomática entre os dois países.
Do lado brasileiro, ainda não houve manifestação oficial sobre a agenda do encontro. Fontes do Itamaraty, no entanto, avaliam que o governo deve adotar tom cauteloso para não ampliar o desgaste nas relações internacionais.
A reunião entre Trump e Lula acontece em um momento de tensão no comércio bilateral, após a Casa Branca anunciar o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros e exigir contrapartidas mais duras em relação à governança interna do país.